The Others
Strip away the television Night King and what remains is stranger and older: a cold, intelligent horror out of the Long Night, glimpsed only in prologues and legends. Here is what the novels actually put on the page — and where the show wrote its own myth.
What they are
The books describe the Others only in fragments, through the eyes of men who mostly did not survive the seeing.
O que dizem os contos
Sombras pálidas no bosque
Ser Waymar Royce encontrou um deles para além da Muralha e não viveu para registrar o feito. As crônicas que lhe sobrevivem concordam em pouco além da estranheza: uma forma alta e descarnada, carne pálida como leite, armadura que mudava de cor a cada passo silencioso, e olhos de um azul que queimava como gelo e cortava como facas. Vêm com o frio e a escuridão, e se movem sobre a neve fresca sem deixar sequer uma pegada.
- O povo miúdo os chama de caminhantes brancos; a língua mais antiga os chama simplesmente de os Outros.
- Suas vozes são descritas como o estalar do gelo num lago no inverno — uma língua, se é que é uma, que nenhum meistre vivo jamais registrou.
Sources:A Guerra dos Tronos — Prólogo
Espadas que bebem o luar
A lâmina do Outro não é metal algum que um ferreiro da Cidadela conheceria: fina como vidro, translúcida, tão fria que grita ao morder. Onde tocou o bom aço forjado em castelo de Waymar Royce, o aço se estilhaçou como gelo golpeado por um martelo. Seja qual for a substância, armas comuns são piores que inúteis contra ela — uma lição que a Patrulha já pagou em sangue mais de uma vez.
- O frio que se apega a elas deixa o ferro quebradiço; uma espada partida é pouco consolo no escuro.
Sources:A Guerra dos Tronos — Prólogo
The first coming & the Long Night
Everything before the Wall is legend, sung by nurses and red priests alike. Set no dates by it — but it is the only account there is.
Lenda, como a Velha Ama a conta
A noite que durou uma geração
Milhares de anos atrás — se a conta das canções merece confiança, o que não merece — caiu um inverno que não se erguia. A Velha Ama o chama de Longa Noite: uma escuridão que reteve o mundo por uma geração, e do coração frio dela os Outros vieram ao sul pela primeira vez, conduzindo diante de si homens mortos e feras mortas. Não marque calendário algum por isto. É uma história que uma ama conta para assustar crianças, e por acaso é o único registro que temos.
Sources:A Guerra dos Tronos — Bran IV (Velha Ama)
O Último Herói e a Batalha pelo Alvorecer
O conto diz que um herói partiu em busca dos filhos da floresta com uma espada, um cavalo, um cão e doze companheiros, e os perdeu todos para o frio, um a um. A guerra terminou numa grande batalha pelo alvorecer; depois, sustentam os cantores, a Muralha foi erguida e a Patrulha da Noite jurada para guardá-la. Os sacerdotes vermelhos contam uma história rival, de Azor Ahai e uma espada em chamas chamada Portadora de Luz. Se são dois heróis ou um só visto por duas fés, os livros não dizem — e eu não apostaria um cobre em nenhum dos dois.
Sources:A Guerra dos Tronos — Bran IV · A Fúria dos Reis — (Melisandre, a fé vermelha)
What can kill them
One bane the text has proven, one it has only promised, and one that works best on the dead they raise.
A única perdição que os textos confirmam
Vidro de dragão — fogo congelado
Obsidiana. Vidro vulcânico, negro e quebradiço, que os filhos da floresta, dizem, chamavam de fogo congelado e trabalhavam em lâminas. Os filhos ficaram na memória por dar à Patrulha uma centena de adagas de obsidiana todo ano, uma velha tributação que poucos meistres sabiam explicar — até que, para além da Muralha, um covarde da Patrulha cravou uma dessas lâminas num Outro e o viu desfazer-se numa poça de frio. De toda perdição que as canções prometem, esta é a única que as páginas confirmaram.
Sources:A Tormenta de Espadas — Samwell · A Fúria dos Reis — (o depósito de obsidiana)
Não comprovado
Aço-dragão — a palavra sem lâmina
As velhas crônicas da Longa Noite falam de aço-dragão, e um grande número de leitores decidiu que isso deve significar aço valiriano — forjado com feitiço, temperado por dragão, e portanto capaz de enfrentar o gelo. É uma bela teoria. Também é, até a última página publicada, uma teoria: nenhuma lâmina valiriana foi ainda mostrada a matar um Outro no texto. Trate-a como um rumor promissor, não como uma perdição comprovada.
Sources:A Tormenta de Espadas — Samwell (as velhas crônicas)
Fogo, e o que ele de fato detém
Fogo é a resposta confiável contra os mortos que caminham — um cadáver em chamas fica caído onde um dilacerado não fica. Contra os próprios Outros o registro é mais escasso: envoltos em frio, e as canções os fazem esquivar-se da chama, mas os livros não chegam a mostrar um deles queimado até a ruína como um espectro é. Guarde a distinção: fogo é comprovado contra espectros, presumido contra seus criadores.
Sources:A Guerra dos Tronos — Jon VII (o espectro em chamas)
Wights vs the Others
The single most common confusion in the fandom — and the books keep the two horrors firmly apart.
Não confunda os dois
Os Outros — o frio que pensa
Os Outros são o frio vivo: inteligentes, graciosos, terríveis, empunhando aquelas lâminas de cristal e falando em sua língua de gelo estalado. Não são cadáveres erguidos e não são desprovidos de mente. Se um leitor lhe disser que os caminhantes brancos são «zumbis», ele fundiu dois horrores muito diferentes — e a fusão é da série, não dos livros.
Sources:A Guerra dos Tronos — Prólogo
Os espectros — os mortos que se erguem
Os espectros são cadáveres, tanto de homens quanto de feras, erguidos a um frio serviço de olhos azuis. Não sentem ferimento algum, jamais se cansam, e avançam com mãos negras e congeladas até que o fogo os desfaça. São a soldadesca dos Outros, não os Outros em si — a mão de obra, se preferir, do ofício de seus senhores. Dois dos próprios irmãos da Patrulha uma vez se ergueram dentro dos muros de Castelo Negro, assunto que é melhor discutir por trás do véu.
Sources:A Guerra dos Tronos — Jon VII · A Tormenta de Espadas — Samwell
The show's Night King
Where HBO built a myth the novels never wrote. Mind the apostrophe.
Só na tela
O Rei da Noite é uma invenção televisiva
A série deu aos Outros um único comandante coroado — o Rei da Noite — feito pelos filhos da floresta como arma, e encerrou toda a ameaça abatendo-o. Nada disso está nos romances. Não há Rei da Noite, não há ritual de origem, e não há mecânica de «mate o líder e todos caem» na página. Um recurso de tela satisfatório; simplesmente não é cânone.
Sources:Game of Thrones da HBO (adaptação) — sem fonte nos livros
Livros — e facilmente confundido
O Rei da Noite dos livros é outra pessoa inteiramente
Os romances carregam, sim, uma lenda de um Rei da Noite: o décimo terceiro Lorde Comandante da Patrulha, um homem que viu uma mulher de pele branca como a lua e olhos como estrelas azuis, deu-lhe sua semente e sua alma, e reinou sobre o Forte Noturno como tirano por treze anos antes de ser derrubado e ter seu próprio nome riscado dos registros. No original em inglês há uma distinção sutil — «Night King» na série contra «Night's King» nos livros — que o português não reproduz, mas note a diferença de fundo: ele era um rei-cadáver humano da lenda, não o líder dos Outros. O Rei da Noite da série tomou-lhe o nome e quase mais nada.
Sources:A Tormenta de Espadas — Bran IV (Velha Ama)
Encounters on the page
Every book sighting of the Others sits past the shield — spoilers for the ranging and everything the cold brings after.
Estas separações nomeiam mortes, desfechos e estradas ainda não percorridas nos livros. Desvele-as apenas se ambas as estradas te forem conhecidas — ou se não temes saber.
Estas separações nomeiam mortes, desfechos e estradas ainda não percorridas nos livros. Desvele-as apenas se ambas as estradas te forem conhecidas — ou se não temes saber.
Estas separações nomeiam mortes, desfechos e estradas ainda não percorridas nos livros. Desvele-as apenas se ambas as estradas te forem conhecidas — ou se não temes saber.
Estas separações nomeiam mortes, desfechos e estradas ainda não percorridas nos livros. Desvele-as apenas se ambas as estradas te forem conhecidas — ou se não temes saber.
Are the Others and the White Walkers the same thing?
Yes. 'The Others' is the name the novels use, drawn from the oldest tales; 'white walkers' is the term the smallfolk and the Night's Watch use in speech, and the one the television series made famous. Two names, one cold and alien people.
What kills the Others in the books?
Only dragonglass — obsidian — is confirmed to slay an Other on the page, when Samwell Tarly kills one with an obsidian dagger. The old chronicles also speak of 'dragonsteel,' which many read as Valyrian steel, but no Valyrian blade has been shown killing an Other yet, so treat it as an unproven theory. Fire reliably destroys their wights.
What is the difference between the Others and wights?
The Others are the living cold: intelligent beings who wield ice-crystal swords. Wights are the corpses of men and beasts they raise — blue-eyed, mindless, and stopped only by fire. The Others are the masters; the wights are their dead soldiery. The show blurred them; the books do not.
Is there a Night King in the books?
No. The Night King is an invention of the television series. The novels do have a legend of the 'Night's King' — a thirteenth Lord Commander of the Watch who took a cold woman as his queen — but he is a human corpse-king of legend, not a leader of the Others. The show borrowed the name and little else.