Magia no mundo
Os meistres diriam que a magia é coisa morta, um consolo para tolos. Os meistres não têm ido além da Muralha ultimamente, nem a Asshai, nem visto uma vela de vidro valiriano arder sem calor em sua própria Cidadela. Eis a taxonomia de trabalho — um cartão por ofício, ordenados contra uma maré crescente.
Os sistemas
A magia nos livros não é um único poder, mas muitos ofícios, a maioria deles despertando de novo com o retorno dos dragões. Cartões velados por spoiler cobrem eventos além da expedição e da Guerra dos Cinco Reis.
A maré
Os poderes antigos crescem de novo
Por um século depois da Perdição de Valíria, a magia no mundo bruxuleou como uma vela gasta, e os meistres se aprazeram em chamá-la de superstição. Então dragões nasceram de novo, e os feiticeiros de meio mundo viram seus feitiços de repente surtindo efeito. A Cidadela não tem opinião única sobre a causa, mas o padrão é claro o bastante: onde há dragões, os poderes antigos se agitam. Todo ofício abaixo deve ser lido contra essa maré crescente.
Fontes:A Clash of Kings — (Hallyne sobre o ofício dos piromantes) · A Feast for Crows — Prólogo (Marwyn)
Veja o eixo do verdejar
Ser morfo e trocar de peles
A magia sobrevivente mais comum, e a que menos soa a feitiçaria: um trocador de peles desliza sua mente para dentro de uma fera e a veste como uma segunda pele. Além da Muralha é temido e meio adorado; um morfo, a rigor, é aquele vinculado a um lobo. As regras, os tabus e a segunda vida têm um relato completo próprio — este card é apenas a placa indicadora.
Fontes:A Dance with Dragons — Prólogo (Varamyr)
Veja o eixo do verdejar
O verdejar e a rede dos vidoeiros
Mais raros que os trocadores de peles são os verdentes, que sonham verdadeiro e, dizem os contos, veem através dos olhos vermelhos talhados nos vidoeiros — através de léguas, e através de séculos. Os deuses antigos não têm escritura nem sacerdotes; têm árvores que lembram. Isto também é mapeado em detalhe em outro lugar.
Fontes:A Dance with Dragons — Bran
Estas separações nomeiam mortes, desfechos e estradas ainda não percorridas nos livros. Desvele-as apenas se ambas as estradas te forem conhecidas — ou se não temes saber.
Estas separações nomeiam mortes, desfechos e estradas ainda não percorridas nos livros. Desvele-as apenas se ambas as estradas te forem conhecidas — ou se não temes saber.
O ofício dos piromantes
Piromancia e fogo-vivo
A Guilda dos Alquimistas é o último resto surrado de uma ordem outrora poderosa, guardiã da substância que chamam de fogo-vivo — um fogo verde que gruda, que a água não afoga, que arde quente o bastante para derreter pedra. Seus próprios sábios admitem que os feitiços agora funcionam melhor do que em memória viva, o que o leitor mais sábio arquiva sob «dragões» em vez de «coincidência». Manuseie seus potes como manusearia uma serpente adormecida.
Fontes:A Clash of Kings — Tyrion (Hallyne)
Vidro valiriano, aceso de novo
Velas de vidro
Na Cidadela erguem-se velas de vidro negro valiriano que dizem arder sem calor, lançar uma luz que corrente de ar alguma perturba, e permitir que um adepto veja através do mundo e fale mente a mente. Por séculos ficaram escuras, e ensinava-se aos acólitos que isso era prova de que a magia havia morrido. Agora estão ardendo — um fato sobre o qual o Conclave preferiria bem mais que os acólitos não se detivessem.
Fontes:A Feast for Crows — Prólogo (Pate e Marwyn) · A Dance with Dragons — (Marwyn)
Estas separações nomeiam mortes, desfechos e estradas ainda não percorridas nos livros. Desvele-as apenas se ambas as estradas te forem conhecidas — ou se não temes saber.
Estas separações nomeiam mortes, desfechos e estradas ainda não percorridas nos livros. Desvele-as apenas se ambas as estradas te forem conhecidas — ou se não temes saber.
Mais que gelo
Os feitiços na Muralha
Setecentos pés de gelo, e — se os feiticeiros merecem crédito — bem mais que isso. Diz-se que feitiços foram tecidos através dela tão seguramente quanto a escadaria de pedra é talhada nela; os mortos não podem atravessá-la enquanto estiver de pé, e até os vivos sentem algo pressionar contra eles no portão. A Muralha é o maior feitiço já lançado no mundo, e os homens que a guardam, em sua maioria, não o sabem.
Fontes:A Dance with Dragons — Melisandre · A Storm of Swords — (Mãos Frias no portão)
Como funciona a magia em Game of Thrones?
Não há um sistema único. Os livros apresentam a magia como um conjunto de ofícios separados — metamorfismo, videncia-verde, magia de sangue, tecelagem de sombras, piromancia, glamures, ressurreição pelo fogo — cada um com suas próprias regras, custos e tradições. O que compartilham é uma ligação com o retorno dos dragões: à medida que os dragões voltam ao mundo, os antigos poderes crescem mais fortes.
A magia está ficando mais forte nos livros?
Sim, e o texto é deliberado quanto a isso. Os piromantes admitem que seus feitiços de fogo-vivo se mantêm melhor do que em gerações; as velas de vidro da Cidadela voltaram a arder depois de séculos apagadas; a feitiçaria morde mais forte pelo mundo. O ponto de virada é o retorno dos dragões — a magia cresce com eles.
O que é magia de sangue em As Crônicas de Gelo e Fogo?
A magia de sangue está entre os ofícios mais antigos e sombrios dos livros, trabalhada por sacrifício e pelo poder que se acredita residir no sangue. O ritual de Mirri Maz Duur é um trabalho documentado: ela avisa que só a morte pode pagar pela vida e cobra uma vida sob termos com consequências devastadoras. Outras magias de sangue não são mostradas obedecendo a uma única regra universal comprovada, e seus mecanismos e custos permanecem incertos.
Os Homens sem Rosto são mágicos?
Em parte. Os Homens sem Rosto de Braavos mudam de rosto usando rostos reais que colhem e preservam, ligados a uma disciplina feroz do próprio ser — mais próximo de um ofício sagrado do que de um feitiço. Isso é diferente de um glamour, que é feitiçaria de ilusão verdadeira: um encanto, muitas vezes ancorado a um rubi, que envolve alguém numa falsa aparência.